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Friday, April 27, 2012

Sobre a mentalidade policial que se instala

Todos conhecemos o termo «mentalidade policial». No caso do inspector Magina da Silva, responsável máximo pelo sinistro Corpo Especial de Polícia, tal mentalidade não denotaria mais do que uma deformação profissional espectável e pouco merecedora de comentários adicionais.

O que vem efectivamente causar espanto e merecer comentário são as declarações deste inspector sobre os acontecimentos de 22 de Março último. Assim, coisas que ficaram mal na fotografia, como aquele polícia que, entre todos os episódios de violência protagonizados quotidianamente por tantos colegas seus, teve o infortúnio de ter sido apanhado em flagrante a bater na jornalista com o bastão virado ao contrário, ou as inúmeras cabeças partidas que resultaram da intervenção policial no Largo do Chiado, são varridas para o seu lugar de direito, ou seja, para debaixo do tapete e, uma vez mais, iça-se, porque de outro pano não se dispõe, o esfarrapado espectro do «potencial de violência» de certos grupos de manifestantes para se justificarem derivas pidescas – ou, se quisermos tratar os bois pelos nomes e não ajudarmos a alimentar determinadas ilusões, democráticas, estatistas, autoritárias e burguesas – de controlo e repressão.

Desta forma, numa pirueta mental grotesca e por mais estranho que tal possa parecer ao senso comum, o mais aviltante e difundido espectáculo de violência policial dos últimos tempos acabou transformado no melhor pretexto para violências adicionais no futuro. Assim, pretende-se instituir a «tolerância zero» para lidar com todos aqueles e aquelas que não se deixam integrar no regime e se recusam ao democrático beija-mão aos poderes instituídos, que não vão lançar pétalas de rosa aos polícias em concentrações ditas «contra a violência policial», ou que pretendem a luta efectiva ao seu simulacro encetado diante das câmaras de televisão para eleitor ver.

De agora em diante, as ordens são para impedir que as manifestações anarquistas cheguem sequer a realizar-se e reservar as ruas aos submissos. Iludem-se. A submissão, cada vez mais, não será opção para ninguém e é o próprio Estado, na violência multiforme e cada vez mais insuportável da sua guerra interminável contra os explorados, que gera e amplia diariamente as condições para levar à revolta, não apenas os pouco numerosos anarquistas, mas as grandes massas populares até agora inertes e apáticas.

Se tudo isto é um sinal de medo por parte das classes possidentes e dos aparelhos repressivos que tratam de manter o seu domínio sobre o resto da sociedade, convenhamos que esse medo é perfeitamente justificado.

AIT-SP Lisboa

Thursday, March 29, 2012

Viva a luta dos trabalhadores – em Portugal , em Espanha, e em toda a parte!

Hoje, 29 de Março, os trabalhadores espanhóis desencadeiam uma Greve Geral contra os cortes sociais e a reforma laboral aprovada pelo governo. A Secção Portuguesa da Associação Internacional dos Trabalhadores declara a sua solidariedade e o seu apoio total para com a luta dos trabalhadores do país vizinho. Em toda a parte, a classe dominante tenta transferir para a classe trabalhadora os custos da crise do capitalismo, com cortes sociais e laborais. Em toda a parte, pretende-se fragilizar a classe trabalhadora e aumentar a exploração a que esta é sujeita. Em toda a parte, a classe trabalhadora deve erguer-se e resistir.


Um ataque contra um de nós diz-nos respeito a todos. Cada vez mais, o capitalismo ignora as fronteiras nacionais e extravasa-as. Sempre que a classe trabalhadora de um país sofre uma derrota, o capitalismo triunfante utiliza essa vitória para submeter as restantes. Que trabalhador ou trabalhadora não conhece a chantagem das deslocalizações, e quantos não a sentiram já na pele? Quantas vezes as medidas de austeridade e os cortes sociais aplicados num país não vão servir de balão de ensaio para o que será aplicado a seguir noutros? Se um trabalhador for forçado pelo Capital a mais baixos salários e piores condições de trabalho, haverão consequências disso para os restantes. Pela força de ser das coisas, um trabalhador que luta, seja onde for, não luta apenas por si mesmo, mas pela totalidade da classe trabalhadora.

Não aceitemos que nos joguem uns contra os outros! Seja entre categorias profissionais, seja entre o «público» e o «privado», seja entre os trabalhadores do «quadro» e os precários, seja entre empregados e desempregados, seja entre «nacionais» e imigrantes, seja entre os «países ricos» e os «países pobres»! Seja dentro das fronteiras nacionais, seja no seu exterior, que os trabalhadores em posição mais forte apoiem aqueles em posição mais vulnerável! Fora com a conversa dos «direitos adquiridos»! Fora com as sugestões constantes para nivelar por baixo! Em suma, fora com a conversa dos patrões! Apoio total a quem quer que lute, onde quer que lute!

Basta de divisões! A solidariedade é a nossa arma!


Associação Internacional dos Trabalhadores,
Secção Portuguesa
Núcleo de Lisboa

A CNT (Espanha) convoca uma Greve Geral para 29 de Março

Contra a reforma da lei laboral, os cortes, e os ataques contra a classe trabalhadora.

A CNT rejeita qualquer negociação sobre direitos conquistados e exige a revogação da Reforma Laboral.

O Comité Confederal da CNT decidiu convocar uma Greve Geral de 24 horas para o dia 29 de Março, ampliando assim a convocatória já efectuada na Galiza e em Euskadi, convocatória essa que será formalizada nos próximos dias.

A CNT rejeita quaisquer negociações sobre os direitos conquistados pela classe trabalhadora em anos de luta, pelo que convoca esta greve com o objectivo prioritário de fazer revogar imediatamente a reforma laboral aprovada ontem pelo Parlamento, que considera como uma agressão frontal aos direitos e às condições de vida da classe trabalhadora e uma continuação das medidas tomadas pelo anterior governo, tais como a reforma laboral de 2010, a redução de salários na função pública, ou os cortes nas pensões e serviços públicos que o actual governo está a aprofundar.

A CNT exige que se ponha termo a uma política económica concebida para fazer com que os trabalhadores paguem pela crise dos bancos e dos patrões, que conduziu a um número intolerável de desempregados e dsempregadas que não para de aumentar, e ao empobrecimento e agravamento das condições de vida da classe trabalhadora.

A CNT também convoca esta greve contra os cortes, na véspera da aprovação de um Orçamento de Estado onde se concretiza um ataque brutal contra os serviços públicos e os direitos sociais.


A CNT rejeita o Acordo para o Emprego e Contratação Colectiva obtido pelas CO, a UGT e a CEOE em Fevereiro último, assim como as alterações propostas por estes sindicatos para a discussão parlamentar da reforma, rejeitando-as por não constituirem uma alternativa válida, pois partilham do espírito de reforma e da lógica dos patrões e do governo, assumindo que a saída da crise deverá realizar-se através de uma redução nos direitos dos trabalhadores, colocando a classe trabalhadora numa situação de fraqueza. Esta mesma lógica já levou estes sindicatos a aceitarem o aumento da idade de reforma para os 67 anos, após a Greve Geral de 29 de Setembro.

Para a CNT, a greve de 29 de Março deve ser apenas o início de um processo de mobilização crescente e sustentado, que incorpore a totalidade da classe trabalhadora, assim como os sectores mais desfavorecidos e afectados pela crise capitalista, de forma a pôr freio à dinâmica de agressão constante contra os nossos direitos, criando as bases para a recuperação e conquista de novos direitos sociais no contexto de uma profunda transformação social.

Todas estas razões levaram a CNT a fazer uma convocatória própria para o 29 de Março. Com esta convocatória, a CNT pretende dar cobertura a todos os que pretendam encetar uma confrontação real e sustentada que responda aos ataques contra a classe trabalhadora com a mesma contundência com que estamos a ser atacados, em conjunto com todas as organizações operárias que partilhem dos mesmos objectivos e rejeitem as políticas do pacto e da paz social.

Para a CNT, a rejeição frontal da política e modelo sindical protagonizados pelas burocracias das CO e UGT, o seu descrédito junto de amplos sectores da classe trabalhadora, não devem converter-se em pretextos contra a mobilização e a luta, mas antes constituir incentivo para reforçá-la a partir de outra forma de fazer sindicalismo, tendo por base a acção directa, a autonomia e o apoio mútuo. Perante agressões da magintude da que estamos a sofrer agora, a unidade dos trabalhadores é fundamental, unidade essa que se deve manifestar desde a base, desde as assembléias nos centros de trabalho e nos bairros, nas mobilizações e nos piquetes, até fazer da mobilização contra os responsáveis por esta situação – os patrões, a Banca e o Governo – uma dinâmica imparável que erga uma barreira contra as tentações de converter os direitos de todos na moeda de troca de ninguém.

É hora de todos os trabalhadores, empregados ou desempregados, reformados, ilegais, estudantes ou precários dizerem basta! Tomemos as ruas e não as abandonemos até fazermos valer a nossa força e as nossas reivindicações.

A 29 de Março, todos à rua, todos à greve!


Secretariado Permanente do Comité Confederal.
Confederação Nacional do Trabalho – CNT (Espanha)

10 de Março de 2012

Wednesday, March 21, 2012

22 Março – GREVE GERAL: a sério só com OCUPAÇÃO das EMPRESAS, das RUAS e das PRAÇAS!

“A libertação d@s trabalhadoras/es só pode ser obra d@s própri@s” – e não de presidentes, ministros e deputados - ou não será libertação nenhuma!… (Máxima da antiga CGT -Confederação Geral do Trabalho portuguesa, anarco-sindicalista, destruída pelo fascismo salazarista nos anos 30 e 40 e hoje também o lema da AIT-SP (Associação Internacional d@s Trabalhadoras/es – Secção Portuguesa).


Qualquer PARTIDO não fará mais do que substituir um governo por outro! E os governos, mesmo que constituídos por ditos “representantes” do povo… GOVERNAM-SE A ELES! Porque os REPRESENTANTES dos trabalhadores NÃO SÃO OS PRÓPRIOS TRABALHADORES e quando sem o controlo pela MAIORIA do povo, em ASSEMBLEIAS LOCAIS, tenderão sempre a acumular privilégios, a afastar-se do povo e a transformar-se em novos burgueses burocratas!

Quase 50 anos de fascismo salazarista (1926 a 1974) e quase 40 de “democracia representativa” (1974 a 2012) chegam-nos para ver como alguns “representam” bem no pior dos teatros: o da MENTIRA e DA ROUBALHEIRA legal em que tanto o parlamento, como os vários parlamentosinhos locais (assembleias municipais e de freguesia) se transformaram!

Hoje, só a DEMOCRACIA DIRECTA dos trabalhadores e do povo, como chegou a funcionar logo após o 25 de Abril de 74, em ASSEMBLEIAS SOBERANAS em empresas e bairros, poderá evitar, que quaisquer representantes eleitos se corrompam e possam ser então imediatamente revogáveis e substituídos por outros, se a maioria assim o entender, não se podendo colocar acima dos que os escolheram para qualquer tarefa , mas sim sendo apenas PORTA VOZES e APLICADORES da vontade de todos!...

Mas que é que isto tudo tem a ver com a próxima greve geral?

- Tem que, sendo ela convocada pela CGTP, que agrupa hoje a maioria dos sindicatos de trabalhadoras/es mais conscientes sobre a exploração patronal e a opressão governamental, sem dúvida, continua no entanto a basear-se no REPRESENTATIVISMO e não na DEMOCRACIA DIRECTA dos trabalhadores…

- Tem que, por muito que respeitemos o esforço e o activismo voluntário, ao longo dos anos, de muitos destes camaradas trabalhadores eleitos, o REPRESENTATIVISMO não deixa de ser aquilo que o patronato, a alta finança e os seus governos se dispõem a conceder aos trabalhadores, seja na “concertação social”, seja no parlamento. E isto está a ficar cada vez mais gasto! A hora será pois cada vez mais da DEMOCRACIA DIRECTA e da ACÇÃO DIRECTA (sem intermediários) dos trabalhadores e do povo.

Porque, quando:

- “direitos fundamentais” (contratação colectiva, salários, compensação por trabalho suplementar, férias, 13º mês, compensação por despedimento, etc.), são roubados aos trabalhadores…
- estão a ser cozinhadas novas leis laborais (até Novembro) que só favorecem os mais ricos, o patronato e os altos cargos governamentais…
- a SAÚDE e os SERVIÇOS PÚBLICOS deixam de ser “direitos” e se tornam privilégios para os que os podem pagar…

É tempo então de decidirmos tod@s e agirmos directamente sobre tudo o que nos tolhe a vida e não mais tempo de esperarmos o que quaisquer “messias”, “chefes supremos” e “representantes” possam fazer! É para isso que podem servir as ASSEMBLEIAS DE TRABALHADORES e as ASSEMBLEIAS POPULARES.

Nesta próxima Greve Geral, sabemos que muit@s trabalhadoras/es temem ficar na “lista negra”para os próximos despedimentos e deslocalizações anunciados já pelo patronato, pela banca e pelo seu governo. Sabemos que quem trabalha em regime precário, com ou sem “recibos verdes”, teme a vingança dos gestores privados e públicos!...

Mas será que é só quem faz greve que está ameaçado pelos despedimentos e pelo desemprego?

Não!... Porque o que patronato, governo/s, banca eTroika (UE, BCE, FMI) pretendem é REDUZIR AO MÍNIMO AS CONDIÇÕES DE TRABALHO com o objectivo de conseguirem LUCROS CHORUDOS MÁXIMOS com o mínimo de custos! E NISTO estamos todas e todos metidos, mesmo @s trabalhadoras/es desempregad@s – que o patronato tentará utilizar para impor a todos as piores das condições! Por isso esta greve TAMBÉM É D@S DESEMPREGAD@S!

Por tudo isso, esta greve geral não será GERAL de facto nem alcançará os resultados que todos queremos – o recuo do patronato, do seu governo e da Troika - se não for:
  • Participada de alguma forma por toda a gente que é alvo das várias medidas antipopulares do governo e da Troika (Lei dos despejos, aumentos de preços da electricidade e serviços públicos, cortes nas pensões e apoios sociais, etc…) OCUPANDO AS RUAS E PRAÇAS;
  • GREVE com OCUPAÇÃO dos locais de trabalho – garantindo que nada é sabotado nem roubado pelo patronato e administrações e seus agentes;
  • GREVE EXPROPRIADORA – nos casos em que a administração esteja a ameaçar fechar a empresa, ocupando-a e tomando-a @s trabalhadoras/es e fazendo-a funcionar em AUTOGESTÃO – como fizeram as trabalhadoras da “Afonsinho”, em Arcos de Valdevez, durante cerca de 4 anos;
  • GREVE DE “CIDADANIA” – recusando-nos a desempenhar o papel de pagantes, “esmifrad@s”, obedientes passivos e bem comportadinhos, que governantes e “cães grandes” em geral esperam de nós…
Porque, se no dia a seguir a mais esta Greve Geral tudo estiver na mesma e nada houver mudado, precisaremos pensar tod@s o que teremos de fazer de forma a que estas greves não venham a ser apenas a forma de governantes, patrões e quem ao serviço deles esteja, soltarem a “válvula de escape” para que a revolta d@s trabalhadoras/es e do povo não rebente o tacho da roubalheira patronal e estatal.

À GREVE GERAL TOD@S , DIA 22 DE MARÇO! É PRECISO TRAVAR QUEM NOS ANDA A ROUBAR!

“CONCERTAÇÃO SOCIAL” - ALDRABICE PATRONAL! CONTRA A EXPLORAÇÃO - LUTA DE CLASSES!

CONTRA O DESEMPREGO – SEMANA DE 30 HORAS! CONTRA A DESLOCALIZAÇÃO -OCUPAÇÃO! AUTOGESTÃO!

SOLIDARIEDADE COM AS LUTAS D@S TRABALHADORAS/ES NO MUNDO INTEIRO: NA GRÉCIA, EM ESPANHA OU NA CHINA!

“UNID@S E AUTO-ORGANIZAD@S NÓS DAMOS-LHES A CRI$E !”

SOV - Sindicato de Ofícios Vários - do PORTO da AIT-SP (Associação Internacional d@s trabalhadoras/es – Secção Portuguesa )

Saturday, February 25, 2012

SOLIDARIEDADE AOS TRABALHADORES DA EULEN-ABB

Nossa solidariedade não tem fronteiras ,a injustiça contra um é uma injustiça contra todos . Sendo assim membros do sindivários/araxá realizaram ato em solidariedade aos trabalhadores grevistas da empresa EULEN,demitidos com o total apoio da ABB que estava a contratar os serviços da tal terceirizada ,nos opomos frontalmente as terceirizações para que empresas assumam suas responsabilidades sem fugas ou demissões .


Durante este ato explicamos o caráter  internacionalista de nossa solidariedade e mostramos aos que passavam pela principal rua de comércio de araxá que seu sindicato local luta pelos obreiros locais bem como também por toda a classe trabalhadora de todo o mundo.

Não temos fronteiras ,e denunciamos aqueles que exploram e abusam de nossa gente .
Hoje somos todos EULEN-ABB ,e estamos juntos a nossos camaradas na defesa de seus direitos .

Para saber mais veja a página do sindicato local na cidade de córdoba/espanha
http://cordoba.cnt.es/eulenhttp://cordoba.cnt.es/eulenhttp://cordoba.cnt.es/eulen

Somos o Sindicato dos trabalhadores em Artes e Ofícios Vários de Araxá ,aderente a Federação Operária de Minas Gerais,Confederação Operária brasileira e Associação internacional dos trabalhadores AIT-IWA.

"A emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores" .